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Aeroportos brasileiros entram na rota dos grandes hubs logísticos

Novo modelo transforma terminais aéreos em plataformas integradas para armazenagem, distribuição e e-commerce, ampliando a eficiência da logística de cargas no país

A logística aérea brasileira começa a ganhar um novo desenho. Um modelo desenvolvido na retroárea de Suape, em Pernambuco, agora começa a ser levado para aeroportos do país com a proposta de transformar terminais aéreos em grandes plataformas logísticas, integrando armazéns, centros de distribuição, áreas para caminhões e serviços operacionais em um mesmo ecossistema.

A primeira unidade da Cone Air Hubs já iniciou operação em Fortaleza, marcando a entrada desse conceito no ambiente aeroportuário. O projeto prevê investimento de até R$ 1,2 bilhão, dividido em oito fases, com 360 mil metros quadrados de área bruta locável. Entre as empresas-âncora já contratadas estão Amazon e DHL, o que reforça o peso estratégico da iniciativa para o comércio eletrônico e para operações de alta demanda.

Na prática, o modelo mira um dos principais gargalos da logística aérea: o tempo entre a chegada da carga, o processamento e a distribuição. Ao aproximar armazenagem, transporte rodoviário e operação aeroportuária, a proposta é reduzir etapas, ganhar velocidade e tornar a movimentação de mercadorias mais eficiente — especialmente em setores que dependem de agilidade, como e-commerce, tecnologia, saúde e produtos de alto valor agregado.

O projeto também mostra como a logística está deixando de depender apenas de portos e rodovias para ganhar uma visão mais integrada entre modais. Aeroportos bem estruturados podem funcionar como pontos estratégicos de redistribuição regional, conectando grandes centros consumidores e fortalecendo a competitividade das cidades que recebem esse tipo de investimento.

Depois de Fortaleza, a expectativa é expandir o modelo para outras capitais, como Porto Alegre, criando uma rede nacional de hubs logísticos aeroportuários. Esse avanço reforça uma pauta cada vez mais presente na Multimodal Nordeste: a necessidade de integrar infraestrutura, tecnologia e inteligência operacional para acelerar cargas, reduzir custos e preparar o Brasil para uma logística mais conectada e competitiva.

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